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Microcefalia: Ciranda do Cuidado retoma reuniões de apoio

Grupo Ciranda do Cuidado realiza acompanhamento e encaminhamento de crianças com microcefalia. Foto: Ascom SMS

Em alusão à Semana Municipal da Microcefalia e para comemorar o retorno das reuniões do grupo Ciranda do Cuidado, profissionais, familiares e crianças com microcefalia e outras alterações neurológicas participaram de um encontro na manhã desta quinta-feira (24), no Auditório da Secretaria Municipal de Saúde. 

O grupo é responsável pelo acompanhamento e encaminhamento dos pacientes para o fluxo de atendimento, nos casos das crianças acometidas pela síndrome congênita da microcefalia e outras alterações neurológicas, que podem ser causadas pelo Zika Vírus, sífilis, toxoplasmose, citomegalovírus, rubéola e herpes. A equipe é composta por profissionais da Coordenação de Saúde da Criança,Coordenação Geral de Atenção Primária e Gerência de Atenção à Pessoa com Deficiência (GAPD).

Lorena Rafaele, de três anos, é uma das crianças acompanhadas pelo grupo. A mãe da menina, Débora Evyllym Torres, explicou a importância da proximidade dos profissionais com as famílias dos usuários acometidos pela síndrome.  

 “Desde a primeira semana, a Rosário e a Yana [coordenação de saúde da criança] foram na minha casa para fazer os encaminhamentos necessários e a gente já começar o acompanhamento. Toda a minha base com a minha filha foi pelo Ciranda, tudo que eu aprendi e que a gente conquistou foi, em grande parte, por causa do grupo e da Secretaria. Ela hoje frequenta a Apae e Apae Audiovisual e eu não tenho o que reclamar das terapias que ela faz”, relatou a mãe. “A equipe sempre está  em contato comigo para saber como a Lorena está. Vão lá na minha casa e eu tenho toda a assistência”.

Lorena e sua mãe Débora são acompanhadas pelo grupo Ciranda do Cuidado. Foto: Ascom SMS

Rosário Vasconcelos, enfermeira e técnica de referência para a Síndrome Congênita, integra a equipe da SMS voltada aos cuidados com esses pacientes. Ela conta que o evento marca a volta do grupo, após pausa nas reuniões durante a reforma do prédio sede da Secretaria. “Neste primeiro momento vamos dar as boas-vindas com a equipe presente, fazer uma dinâmica para que haja integração do grupo e falar sobre o fluxo e linha de cuidado das crianças, o papel da equipe e o trabalho no acompanhamento e monitoramento dessas crianças junto a família”, pontuou.

A equipe de profissionais de Maceió é tida como referência para outros estados, pela organização e trabalho que vem sendo desenvolvido com as crianças e familiares. “Hoje nós temos 55 famílias com crianças acometidas pela síndrome congênita da microcefalia; 45 são confirmadas com microcefalia. As outras dez com outras alterações neurológicas”, mencionou Rosário.

O cronograma das atividades será realizado, em conjunto, com a equipe e as mães, trazendo interação com as crianças. Nas reuniões, palestras sobre temas suscitados pelos familiares são abordados por profissionais das áreas competentes.

Parte da equipe da Coordenação da Saúde da Criança, que abriga o grupo Ciranda do Cuidado. Foto: Ascom SMS

Linha de cuidado e fluxo dos pacientes

A linha de cuidado inicia com a notificação que é feita pela maternidade ou unidades de saúde, chegando até a equipe. A partir disso, os profissionais entram em contato com a família e agendam um primeiro acolhimento, realizado na Coordenação de Saúde da Criança. Neste momento, é feita uma entrevista em que são coletados dados e dadas as orientações necessárias. 

Em seguida, há um encaminhamento para assistência social e educação, caso seja necessário, além de  agendamento da primeira consulta com o pediatra infectologista, iniciando assim o fluxo. A partir daí, as crianças passam pelo pediatra, que solicita os exames e todas são direcionadas aos Centros Especializados em Reabilitação (Cers) vinculados à SMS.

Graziela França/ Ascom SMS

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