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SEMAS

Secretaria Municipal de Assistência Social

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Primeira Infância Cidadã apresenta artigo em Jornada Acadêmica

Uma das equipes do Programa Criança Feliz, intitulado em Maceió Primeira Infância Cidadã, da Secretaria Municipal de Assistência Social, apresentou um artigo científico sobre a implantação do programa no município, durante a realização da V Jornada Acadêmica do Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes, na última sexta-feira (29).

O trabalho relata a experiência de cinco visitadoras sociais e uma supervisora durante a implantação do Programa Primeira Infância Cidadã no município de Maceió. O artigo destaca as políticas públicas que norteiam as ações do programa, a metodologia e os desafios encontrados no início do programa.

Para o vice-prefeito e secretário de Assistência Social, Marcelo Palmeira  a implantação do Programa Primeira Infância Cidadã em Maceió foi um passo muito importante. “É muito bom ver que esse programa já está gerando resultados positivos  e que centenas de famílias, gestantes e crianças  na primeira infância estão tendo acesso às políticas e aos serviços públicos em virtude do trabalho realizado pelos visitadores, coordenadores e demais profissionais do programa”, destacou

 

Visitadoras sociais apresentaram artigo científico sobre o Primeira Infância Cidadã. Foto: Ascom Semas

De acordo com a psicóloga e visitadora do Programa, Lídia Micaely, a escolha do tema foi feita pela necessidade de divulgação do programa, para estimular a população em vulnerabilidade a se conscientizar sobre os seus direitos.“O Primeira Infância é um programa novo aqui em Maceió, e nós também precisamos construir uma rede maior de comunicação para que a população possa estar mais atenta aos seus direitos e lute por eles”, explicou Lídia.

O Primeira Infância Cidadã é  um programa intersetorial que integra políticas públicas de saúde, educação, assistência social, cultura e promoção e defesa dos direitos da criança do município. A visitadora contou que o grupo, sentiu a necessidade de fazer essa interlocução com outros meios.

“Essa oportunidade de participar da V Jornada acadêmica no HU, que é na área da saúde, veio para deixar visíveis nossas ações e divulgar também o programa. Esses eventos também são muito importantes para nós enquanto profissionais, porque é um momento de atualização. Também a gente sabe que o programa é focado na educação permanente. Então o nosso objetivo, é dar destaque ao programa como também  focar na  nossa atualização”, esclareceu Lídia.

Proposta

A proposta do programa são visitas domiciliares realizadas por um  profissional de nível médio ou superior com experiência nas áreas da saúde, assistência e/ou educação, responsável por acolher e identificar as demandas da família, acompanhar o desenvolvimento da criança, planejar e orientar atividades a serem realizadas junto à família para estimulação nas áreas que a criança tem necessidade.

Nadynne Rawane, que é formada em Serviço Social e também é visitadora social, contou que inicialmente as famílias possuíam certo receio enquanto ao elo que seria formado entre eles durante o programa, mas que após terem conhecimento do programa elas passaram a aproveitar os benefícios propostos pelo projeto.

“Inicialmente a aceitação das famílias não foi tão fácil, até porque se tratava de um programa novo e com pessoas que eles nunca viram na vida. Além de estarmos em  um local de alta vulnerabilidade as pessoas acabam ficando desconfiadas. Mas nós fizemos muitas ações, busca ativa e divulgação do programa para que elas se sentissem inseridas nele e entendessem a importância do programa”, apontou Nadynne.

Crianças atendidas pelo programa Primeira Infância Cidadã. Foto: Ascom Semas

A visitadora Nadynne revela que com a constância das visitas, o vínculo com as famílias está cada vez mais forte. “Hoje a gente já percebe que as pessoas já estão nos reconhecendo mais. Já percebemos também que as famílias nos procuram para saber o que é o programa e como funciona para que possam também participar, e isso é muito bom. É muito prazeroso ver a aceitação atual das famílias e que isso é o resultado de tanto investimento de divulgação que foi feito desde o inicio do programa”, destacou.

Eduarda Neves, enfermeira e também visitadora social, explicou que a partir da implantação do programa, ela passou a ver o outro lado das famílias e da importância de levar informação para elas.

“A partir das visitas onde entramos  nas residências e conhecemos como é o cotidiano de cada família, passei a ter mais conhecimento da realidade da população, que vive em situação de vulnerabilidade social, e sobre como realmente é a vida de cada uma delas. Por isso, a importância do programa de levar para essas pessoas, o mínimo que é o conhecimento dos seus direitos”, explicou a enfermeira.

A visitadora Eduarda Neves explicou como funciona o Programa durante a apresentação do artigo. Foto: Ascom Semas

Resultados

Eliane Marques, pedagoga e visitadora do Primeira Infância destaca que é notória a satisfação das famílias em receber as equipes semanalmente.

“Elas ficam esperando receber a visita da gente, para manter um contato maior. E a cada visita a gente consegue perceber o quanto isso é importante para elas, saber que vai ter alguém que levará alguma informação”, informou a pedagoga.

 

Os bairros do Benedito Bentes, Vergel, Cruz das Almas, Jacarecica e São Jorge possuem equipes do programa. Foto: Divulgação

Criança Feliz

Atualmente cinco bairros estão recebendo a atuação das equipes do Programa Primeira Infância Cidadã: Benedito Bentes , Vergel, Cruz das Almas, Jacarecica e São Jorge. Os profissionais do Programa Primeira Infância Cidadã fazem acompanhamentos e orientações domiciliares, auxiliando famílias participantes do Programa Bolsa Família (PBF) a promover o desenvolvimento integral de crianças de zero a seis anos de idade

O Criança Feliz é um programa federal que utiliza os equipamentos públicos municipais como ferramentas para que as famílias sejam atendidas. O público-alvo do programa são gestantes, crianças de até 3 anos e suas famílias beneficiárias do PBF, crianças de até 6 anos beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e suas famílias, e crianças de até 6 anos afastadas do convívio familiar em razão da aplicação de medida de proteção prevista no Artigo 101 da Lei nº 8.609, de 13 de julho de 1990, e suas famílias.

 

Maria Maia (estagiária) / Ascom Semas

 

 

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