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FMAC, GGI dos Bairros e Semas se reúnem com Grupo de Coco Reviver

O coletivo apresentou aos gestores os problemas enfrentados com o afundamento do bairro Bebedouro

Há 21 anos, o Grupo de Coco Reviver surgiu no bairro Bebedouro, em Maceió. A princípio, o trabalho de alguns brincantes foi conduzido pela mestra Hilda, reconhecida em todo o estado pela sua contribuição às manifestações culturais de Maceió. Passadas duas décadas, o coletivo enfrenta diversos problemas em decorrência do afundamento do bairro, por conta da exploração mineral feita pela Braskem. O principal deles é a perda de componentes, o que pode levar a encerrar os trabalhos e extinguir o grupo folclórico.

Nesta quinta-feira (4), por intermédio da presidenta da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), Mírian Monte, as dificuldades vivenciadas pelos integrantes do Coco Renascer foram apresentadas ao coordenador do Gabinete de Gestão Integrada para a Adoção de Medidas de Enfrentamento aos Impactos do Afundamento dos Bairros (GGI dos Bairros), Ronnie Mota, e ao secretário de Assistência Social, Carlos Jorge da Silva.

O coletivo teve o número de integrantes reduzido. Antes, havia 150 e agora são 80. Além disso, há ainda as questões que envolvem o local dos ensaios que eram realizados numa escola particular, depois no Centro de Referência da Assistência Social (Cras Bebedouro) e agora no Parque da Lagoa. Os ensaios, que aconteciam três vezes na semana, foram reduzidos a uma vez. O grupo relatou também a dificuldade do transporte coletivo e a falta de segurança no bairro. “Mesmo com todos esses problemas, não queremos deixar a cultura de Bebedouro morrer”, denuncia o diretor do Coco de Roda Revicer, Luiz Carlos.

Gestores da FMAC, GGI dos Bairros e Semas durante reunião com Coco de Roda Reviver
Foto: Ascom/FMAC

Externalidades – Até o momento, os danos culturais e simbólicos não foram levados em conta pela empresa de mineração, já que os acordos de indenização só se referem à perda do patrimônio material, ou seja, aos imóveis da população residente no bairro.

Embora nas universidades haja trabalhos científicos nos campos da história, sociologia e antropologia voltados para o reconhecido da perda de identidades social e cultural e até mesmo da extinção dessas práticas socioculturais, tais como a noção de pertencimento ao território, fim ou transformações das relações sociais estabelecidas naquela localidade, o que os especialistas chamam de “externalidades”, tais práticas não são reconhecidas ainda como danos, e assim não entram no rol de indenizações.

Por isso, como resposta às demandas do Coco de Roda Renascer, ficou definido que os integrantes devem encaminhar à FMAC uma comunicação, via ofício, expondo os problemas estruturais e os danos culturais e simbólicos vivenciados pelo coletivo. Com o documento, a Fundação vai encaminhar todas as reivindicações do grupo ao GGI dos bairros e à Semas, para que as providências sejam tomadas, cobrando da Braskem a efetivação de ações do programa de responsabilidade social da empresa para com a comunidade.

Ascom/FMAC

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