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Maceió, meu poema

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Maceió, Meu Poema, traz artistas locais declamando poesias de autores alagoanos, cuja temática se reporta à cidade com elementos da história e do cotidiano da cidade, a ação resgata memórias e valoriza aspectos da cultura, do povo e artistas locais, entregando aos maceioenses informações sobre a formação da cidade. As locações são a Lagoa Mundaú, as praias, localidades e bairros de Maceió.

 

1º Capítulo: Mundaú – Jorge Cooper

 

Ontem

deu-me de rever a Mundaú

O sol ainda era a metade

no outro lado do mundo

 

― Mas por lá não vi as canoas

nas coroas de sururu

 

É que a Mundaú imerge

torna-se quimera

pântano

lamarão da lagoa que era

― Nem sequer continua a ser

o poema à miséria

 

Lágrima seca nos olhos do povo

esperança enganada

― a Mundaú se faz chão

Mais nada

 

Trecho do poema Mundaú (A Lagoa), de JORGE COOPER

Do livro Linha sem traço

 

2º Capítulo: Great Western of Brazil Railway – Jorge de Lima

 

O trem arranca.

O maquinista baixou a lavanca a pontos

Desce um luar em Utinga, Satuba, Fernão Velho.

A cobra espelha o luar.

 

Lagoa do Norte!

 

A cobra vai beber água.

Fernão Velho!

Bebedouro!

Maceió!

Great Western of Brazil Railway

feita de encomenda pra o Nordeste,

minha primeira viagem deslumbrada!

Ferrugem. Fumaça. Meus brinquedos. Pó.

 

Trecho dopoema G.W.B.R, de JORGE DE LIMA

Do livro Poemas 

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